23 November 2001

American Sweethearts


O texto que segue era para ser uma resenha. O título de cima era para ser um filme.

A história se desenrola como sempre. Está tudo indo muito bem, sol, brilho, fama (o casal Gwen e Eddie estão juntos fazendo mais um filme de sucesso). Até que algum desequilíbrio acontece (a Gwen quer porque quer ficar com o latin lover, não ama mais o Eddie mas a imprensa vai cair matando se eles não estiverem juntos na estréia e no decorrer da promoção do filme) e tã-rááááánnnn! Aparece alguém para salvar o dia (uma heroína que já foi prostituta, depois quase acabou com o casamento da Cameron Diaz e agora faz um trampo de RP. ...) e que de quebra, ainda ganha a garota no final. Ah quer dizer, o garoto. O ator traído.
Sinceramente, eu não sei qual foi a intenção de American Sweethearts - Os queridinhos da América . Na verdade, nem tem intenção nehuma né? É um filme pra ver, comer pipoca, comer pipoca, comer pipoca e dar umas risadinhas.
Sessão da tarde em widescreen. Mas enfim...
O filme retrata os bastidores da indústria hollywoodiana, a megaprodução que é fazer um simples filme. Não é tão simples. Produção, estréia, mercado de atores, imprensa, promoções, tudo gira em torno do cotidiano dos protagonistas. Que arte que nada. Cinema é puro marketing. Se o ator não é indicado para o Globo de Ouro, ele pode cair fora do mercado cinematográfico naquele ano. Se ninguém comentar alguma coisa sobre seus trabalhos ou sua vida, também. Imagine, uma equipe inteira de pessoas se movimentando por causa de uma relação que tem que dar certo! Pelo menos até a estréia.
Julia Roberts e Billy Cristal são respectivamente, relações públicas e acessor de imprensa. American mostra que isso são apenas nomes mais bonitos para secretária e/ou capacho. É isso o que eles são. Vivem em função da carreira e da vida pessoal de outra pessoa. Executam estratégias de Marketing Pessoal Alheio. Deus que me livre.
Acho que Julia era mais feliz com Richard Gere. Eu seria. Afinal, o John Cusack realmente não segura nem Zeta-Jones, nem Julia Roberts.
Professores. Nunca dá pra entender o que eles querem. Ou nos enchem de interrogações com filmes iranianos ou nos enchem de reticências com os hollywoodianos.
O filme já saiu de cartaz. Isso não significa nada, veja você o tanto tempo que Titanic ficou. Vale a pena ver, que é bom. Mas não se esqueça das pipocas.

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